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sábado, 23 de maio de 2009

Trabalho infantil: problema ou solução?


A maioria dos problemas políticos, sociais e econômicos enfrentados pela sociedade contemporânea são fruto do pensamento capitalista, que estimula a produção de riqueza por pessoas que são impedidas de usufruírem-na. Pior ainda quando se fala em trabalhadores infantis, que são milhões ao redor do mundo.

O trabalho infantil não é um fenômeno recente no Brasil. Desde o início da colonização, as crianças negras e indígenas eram submetidas ao trabalho. Com a revolução industrial no final do século XIX, novas formas de divisão do trabalho facilitaram a inclusão da mão-de-obra infantil a custos mais baixos, principalmente na indústria têxtil. A partir do século XX, a urbanização promoveu uma ampliação ainda maior nos ramos de atividade para as crianças.

Atualmente, estima-se que há mais de 350 milhões de crianças e adolescentes menores de 18 anos economicamente ativos no mundo e cerca de 5 milhões no Brasil, empregados em atividades mal-remuneradas ou submetidos ao trabalho escravo. As principais causas do trabalho infantil no país são: a excessiva concentração de renda, a precarização das relações trabalhistas e o papel que a sociedade atribui ao trabalho, vendo-o muitas vezes de forma tolerável e, às vezes, desejável.

O percentual de “pequenos trabalhadores” na zona rural é maior que nos centros urbanos. Nos canaviais, na cultura do sisal ou nas plantações de fumo, crianças e jovens se expõem ao manejo de ferramentas cortantes e tóxicas, colocando em risco sua própria saúde. Na zona urbana, boa parte das crianças está empregada no setor informal, seja vendendo produtos nos semáforos, engraxando sapatos ou se prostituindo em estradas, boates e casas de show, influenciadas muitas vezes pelos próprios pais.

Portanto, embora o trabalho de menores seja usado como estratégia de sobrevivência à fome, à miséria e à marginalidade, ele aprofunda a desigualdade social e prejudica o desenvolvimento físico, psicológico e social na infância. Criança que trabalha não estuda bem, não vive bem. Trabalho infantil não é solução. É problema para a criança e para a sociedade.

2 comentários:

Thaís Aragão disse...

Enquanto não houver um trabalho de combate eficaz a pobreza mais e mais crianças terão que trabalhar para sobreviver, e esse combate inclui educação e saude de qualidade, e tambem é preciso conscientizar os pais, não é pq ele trabalham desde cedo que isso é o melhor para seus filhos [e não é].
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Karen e Milson os textos estão otimos. Sempre abordando temas relevantes e reflexivos para a sociedade, parabéns !

Gabi Galindo disse...

Muito obrigada Karen e Milson, o blog de você também é muito interessante, a iniciativa da ciação do meu blog partiu da vontade de escrever e mostrar a todo mundo, com os temas que eu acho legal, faz um tempo que dei uma erta organizada por aqui, mas sempre sempre estarei postando coisas semanalmente!
Agradeço pela visita de você e muito obrigada pela atenção!

OBS.: Muito boom esse texto! Parabéns!

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