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sábado, 30 de maio de 2009

Dignidade morta, economia viva: as duas faces da mesma moeda.

A intrínseca e indissociável relação entre capital e trabalho - alimentada pela coexistência da modernização tecnológica em meio a modelos arcaicos de produção - constitui o mais dramático estigma herdado do sistema econômico vigente: a escravidão contemporânea.

Na batalha pelo acúmulo exponencial de riquezas visando à viabilização da concorrência na economia globalizada, os interesses individuais se sobrepõem aos coletivos. Em meio à discrepância entre a oferta de empregos e o número de empregados, cresce progressivamente o exército de reserva da mão de obra. Compondo a milícia da pobreza, centenas de trabalhadores são submetidos a condições degradantes de serviço e impelidos de romper relações com o empregador, sob ameaça de torturas de todos os gêneros.

Numa relação quase "amensálica", os senhores das terras aproveitam-se da excedente força de trabalho para depreciar o custo monetário com os seus subordinados, desviando tais recursos para proporcionar o "boom" da mecanização de terras agrícolas e da expansão mercadológica capitalista. Como defendia Karl Marx, "o morto apropria-se do vivo", com a contribuição do Estado - através de incentivos fiscais, subsídios e falta de rigor na punição a atentados aos direitos humanos - para a acentuação das desigualdades sociais.

Erradicar a superexploração dos trabalhadores requer tempo e compromisso. Como apanacéia para esse dramático problema, faz-se necessária a socialização (através da reforma agrária) dos meios de produção, visando à reestruturação do sistema opressor e cerceador da liberdade e à conversão gradativa do batalhão da pobreza no esquadrão das oportunidades.

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